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Investimentos no Exterior – Como funcionam

Saiba como é simples investir legalmente no exterior.

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Por que investir no exterior?

Da mesma forma que os investimentos em Ouro e Dólar são considerados ‘’portos seguros’’, diversos ativos financeiros de vários países do mundo também são muito seguros, além de rentáveis – especialmente os investimentos feitos nos EUA. Cada vez mais investidores têm se atentado a isso e já consideram os investimentos no exterior como parte importante da diversificação na montagem de sua carteira de investimentos.

 

Como investir no exterior?

Existem, basicamente, duas maneiras de se investir no exterior: enviando recursos para fora ou comprando produtos no Brasil que invistam no exterior.

Se o investidor optar por deixar os recursos no Brasil, ele pode investir, por exemplo, em fundos de investimento “multimercado” ou de “investimento no exterior”.

Ao mandar os recursos para exterior, o investidor pode abrir uma conta pessoa física fora do Brasil. Mas com isso, passa a ser obrigado a recolher mensalmente o IR devido sobre os rendimentos (carnê-leão). A outra opção, com maior eficiência fiscal e utilizada por investidores de alto patrimônio, é a abertura de uma empresa no exterior (“offshore”) que permite o diferimento de pagamento de imposto de renda até a repatriação dos recursos.

A seguir, vamos detalhar as duas opções de investimentos no exterior, deixando o dinheiro no Brasil e enviando o dinheiro para fora.

 

Como investir no exterior sem enviar dinheiro para fora

Existem diversas maneiras de investir em ativos estrangeiros, sem enviar o seu dinheiro para fora. Para todos esses tipos de investimentos, basta ter uma conta em uma corretora. Vamos conferir agora, algumas dessas principais alternativas:

Exchanged Traded Funds (ETFs)

O ETF de Ações, também conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é fundo negociado em Bolsa que representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. Como índice de referência do ETF de Ações admite-se qualquer índice de ações reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A alternativa mais conhecida de ETF que investe em ativos no exterior, é o ISHARES S&P 500 FDO INV COTAS FDO INDICE (IVVB11), que é um fundo de índice que busca retornos de investimentos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, do índice S&P 500 em reais.

As cotas desse ETF são negociadas na BM&FBOVESPA de forma semelhante às ações. Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todas as ações da carteira teórica do índice, sem ter que as comprar separadamente no mercado. Dessa forma, o ETF pode proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar seus investimentos:

Brazilian Depositary Receipts (BDRs)

Brazilian Depositary Receipts – BDRs são certificados de depósito, emitidos e negociados no Brasil, com lastro em valores mobiliários de emissão de companhias estrangeiras. Da mesma forma que os ETFs, também são negociados forma semelhante às ações. Atualmente existem mais de 100 BDRs, negociados no Brasil, incluindo de empresas como Amazon, Apple, Colgate, Facebook, Johnson & Johnson, entre outras. Abaixo, como exemplo, segue o Book de negociação da Apple:

Fundos estrangeiros com o capital protegido

Fundos de Capital Protegido oferecem oportunidades para quem busca investimentos considerados de maior risco, mas ao mesmo tempo procura a preservação do capital inicial. Ou seja, esse tipo de investimento proporciona uma possibilidade de rentabilidade superior às aplicações mais conservadoras, no entanto possui uma estratégia de proteção do seu dinheiro investido em cenários de baixa.

O Fundo de Capital Protegido é um Fundo de Investimento Multimercado que busca obter uma rentabilidade vinculado a performance de algum ativo. Os exemplos mais comuns são Ações, Índice de Ações ou Commodities, como o Ouro.

Uma grande parte do patrimônio do fundo é aplicada em Títulos Públicos e uma parcela menor é aplicada em estrutura de Opções. A estrutura de Opções será a parte de risco do investimento que irá rentabilizar o fundo caso o ativo em questão tenha performance positiva, ou seja, a rentabilidade do produto será a mesma do ativo escolhido pelo fundo, em alguns casos com limite de alta.

No cenário que o ativo escolhido apresentar rentabilidade negativa, a estrutura de Opções valerá zero e a rentabilidade do fundo será a mesma da parcela aplicada em Renda Fixa. O somatório da parcela de Renda Fixa e sua rentabilidade será, aproximadamente, o valor do capital investido menos os custos do produto, ou seja, o seu capital inicial estará garantido.

Uma das principais vantagens deste tipo de produto é a possibilidade de oferecer acesso a investimentos em ativos no exterior com uma estrutura extremamente simples e eficiente. Desta forma, os produtos de Capital Protegido são uma importante ferramenta educacional que permite os investidores aplicarem em empresas como Berkshire Hathaway (empresa do lendário Warren Buffett), Apple, Google e Índice de Ações americana, como S&P500, em uma estrutura de fundo no Brasil e investimentos em reais.

O perfil de investidor para esta classe de fundo é conservador por oferecer a proteção do capital inicial e estar cada vez mais popular entre os investidores. A flexibilidade de desenhar qualquer produto como fundos com ações internacionais, ajuda a diversificar a carteira de investimento e permite uma alocação mais eficiente.

Os fundos são desenvolvidos por gestoras de recursos e os temas são definidos em função da visão de mercado e quais ativos possuem maiores oportunidade dentro desse cenário. A estrutura, por ser fundo multimercado, simplifica a aplicação do investidor e o acesso a esse tipo de investimento. O prazo de captação e as regras de funcionamento são definidos em regulamento constituídos pelo gestor e administrador dos fundos e registrados na CVM.

A maioria desses fundos desenvolvidos no Brasil não permite resgate do dinheiro investido durante a vigência da operação, normalmente, entre 1 ano e 1 ano e meio; somente após o vencimento da estrutura. O resgate não será permitido para que seja garantido o capital protegido dos cotistas que investem no fundo. O resgate antecipado não garantiria a cobertura integral dos custos operacionais e administrativos dos fundos, que será feita pela rentabilidade da renda fixa no período do investimento até o vencimento.

É importante buscar uma empresa que conheça bem o mercado brasileiro e o estrangeiro para investir seus recursos fora do país. Essa instituição poderá indicar as melhores alternativas, os riscos inerentes a toda aplicação, além da quantidade mínima de recursos a serem investidos.

 

Certificado de Operações Estruturadas (COE)

O COE é estruturado com base em cenários de ganhos e perdas, selecionados de acordo com o perfil de cada investidor. É a versão brasileira das Notas Estruturadas, muito populares na Europa e nos Estados Unidos.

O COE é montado através da combinação de um título de crédito emitido por uma instituição financeira com estratégias em derivativos.

Ao criar o COE, o emissor estrutura pacotes de cenários para o desempenho de um ativo ou indexador, que pode ser tanto nacional como internacional. O COE é sempre emitido por um banco e registrado na Cetip.

A emissão desse instrumento poderá ser feita em duas modalidades:

  1. Valor Nominal Protegido: quando há garantia do valor principal investido.
  2. Valor Nominal em Risco: quando há possibilidade de perda até o limite do capital investido.

Vantagens

Internacionalização: Sem a necessidade de enviar recursos ao exterior.

Flexibilidade: Possibilidade de customização por parte do investidor, respeitando os requisitos mínimos exigidos pelo emissor.

Valores Competitivos: Tributação única e custos mais baixos se comparados a investir nos ativos/derivativos separadamente.

Fácil acompanhamento: O desempenho aparece como um único ativo na conta do investidor.

Caso queira saber mais sobre COEs, confira nosso artigo exclusivo, clicando aqui.

 

Fundos de investimentos internacionais

Os fundos de investimentos internacionais investem recursos no exterior. Através desses fundos, é possível investir em ativos estrangeiros, como ações americanas, títulos do governo americano, ações europeias e até ativos brasileiros negociados no exterior.

Investir nesse tipo de fundo é a maneira mais fácil de investir em ativos no exterior, com custo baixo, sendo uma ótima oportunidade de diversificação de carteira com boa liquidez no caso de resgates.

 

Como investir no exterior abrindo uma conta lá fora

É possível também investir no exterior, abrindo uma conta lá fora e enviando recursos para um país estrangeiro.  Quando falamos em ‘’enviar recursos para o exterior’’, surgem algumas dúvidas, tais como:

É ilegal?

“As pessoas físicas e jurídicas podem comprar e vender moedas estrangeiras ou realizar transferências internacionais em reais sem limitação de valor na forma estabelecida pelo Banco Central do Brasil, observada a legalidade da transação inclusive tributária.” – segundo o site da Receita Federal* A constituição de uma empresa “offshore”, dentro dos ditames da lei, não representa nenhuma ilegalidade.

É rentável?

Apesar dos mercados emergentes terem subido bem mais do que os mercados desenvolvidos no pós-crise, nos últimos anos a bolsa americana superou largamente a performance da bolsa brasileira. Ao investir no exterior, o cliente pode acessar diferentes mercados mundiais, podendo usufruir da melhor estratégia de investimento para o cenário econômico. Além disso, estudos acadêmicos comprovam que ao investir em ativos globais o cliente consegue aumentar sua expectativa de retorno para o mesmo nível de risco.

Deve ser feito apenas por especialistas?

Investir globalmente vai muito além de comprar um apartamento em outro país. O mercado internacional é bem diferente do mercado local. Por isso, a ajuda de um especialista que conheça bem os dois mercados é muito importante para esclarecer as dúvidas e deixar o investidor confiante.

Como funciona na prática?

Como não poderia deixar de ser, os Estados Unidos é o destino preferido quando falamos de investir no exterior. Além de termos a possibilidade de investir em ativos financeiros americanos, como ETFs, Títulos de Renda Fixa emitido por grandes empresas e pelo Tesouro Americano, Fundos de Investimentos, entre outros, também podemos investir em ativos de outros países da Europa, Ásia e até mesmo em títulos brasileiros negociados lá fora.

Normalmente, o mínimo de abertura de conta nos EUA é de USD30 mil. Nesta modalidade, é possível operar o mercado de renda variável tais como: Ações de mais de 100 países, Ouro, Forex, Petróleo e outras commodities.

Para ter uma carteira de renda fixa o mínimo é de USD 100 mil, além de ser possível operar as opções anteriores.

A partir de USD200 mil é possível constituir uma Offshore (empresa jurídica na qual o imposto fica indeferido por prazo indeterminado), e pagar o IR somente quando repatriar esse valor para o Brasil acima do que foi enviado. Contando também, com todas opções anteriores.

E por último, a partir de USD300 mil é possível também ter um cartão de débito internacional, além de poder utilizar todas as outras funções de um banco comercial (transferências para outras titularidades, etc)

 

Conclusão

Investir no exterior em momentos de crise ou não, sempre a uma opção segura e interessante para a diversificação dos seus investimentos. Lembrando que, podemos investir legalmente no exterior, tanto investindo em produtos pelo Brasil, quanto abrindo uma conta lá fora. Se ficou com alguma dúvida, fale com a gente.

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