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Guia completo – como funciona o mercado de ações

Saiba como investir em ações

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Guia completo – como funciona o mercado de ações

Em termos de números, nosso mercado não é tão grandioso quanto o americano. Segundo dados da Bovespa, fechamos o mês de maio de 2017, com aproximadamente 600 mil investidores, que negociam ações diretamente na Bolsa de Valores. Confira o Guia completo – como funciona o mercado de ações:

Se por um lado o nosso número de investidores não é tão grande, por outro lado, temos empresas tão boas e rentáveis quanto as americanas. Algumas delas, inclusive, também tem ações na Bolsa de Nova Iorque e fazem muito sucesso por lá, como as ações do Banco Itaú, por exemplo.

Além do Itaú, temos mais de 350 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Algumas delas líderes em seus setores, além de muito rentáveis.

E o desempenho das ações por aqui, pode ser tão bom quanto nos EUA?

Sim, algumas ações no Brasil, valorizaram nos últimos anos, tanto quanto as ações no EUA. Porém, antes de mostrarmos a rentabilidade de algumas delas, vamos apresentar alguns conceitos fundamentais para entendermos um pouco mais sobre o mercado de ações.

Como funciona o mercado de ações?

Ações são títulos nominativos e negociáveis, que representam uma fração do capital social de uma empresa. Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio da empresa, ou seja, de um negócio.

Principais tipos de ações

Ações Ordinárias – ON É o tipo de ação que concede o direito de voto nas assembleias da companhia ao seu detentor. Ou seja, se você for um investidor que possuir uma quantidade representativa das ações ordinárias, você poderá opinar nas estratégias definidas pelo conselho de administração da empresa. Codificação: As ações ordinárias negociadas na bolsa têm o código 3, como por exemplo: Petrobras (PETR3), Itaú (ITUB3), Banco do Brasil (BBAS3). Todas as ações que tiverem o final 3 são ações ordinárias.

Ações Preferenciais – PN Os investidores que possuem as ações preferenciais têm preferência no recebimento dos dividendos pagos pela empresa quando ela tem lucro. Codificação: As ações preferenciais têm os códigos 4, 5 e 6, como por exemplo: Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), Usiminas (USIM5), Eletrobras (ELET6). Todas as ações que tiverem o final 4 ou 5 são ações preferenciais.

Como ganhar investindo em ações?

Valorização das Ações

Quando você compra uma ação e, após um determinado período, a cotação das ações subiu, você ganhará na diferença dessa oscilação. Lembrando que para ‘’realizar’’ esse ganho, é preciso vender as ações.

Dividendos

É a parcela do lucro apurado pela empresa, que é distribuída aos acionistas no encerramento do exercício social (balanço). Pela lei das sociedades anônimas (S.A.), deverá ser distribuído um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido apurado pela empresa.

Juros sobre Capital Próprio

JCP Remuneração sobre o capital investido na empresa paga ao acionista em dinheiro, substituindo total ou parcialmente o dividendo. Para a empresa, muitas vezes, o uso de JCP é vantajoso do ponto de vista fiscal, já que o valor é considerado despesa financeira. Com isso, ela reduz o lucro tributável, diminuindo o IR a ser pago pela empresa.

O que é Bolsa de Valores?

O termo bolsa de valores refere-se ao ambiente onde são realizados negócios envolvendo ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas, commodities agropecuárias e diversos tipos de derivativos financeiros, como as opções de compra e venda de ações e os contratos futuros.

Uma bolsa de valores funciona como um mercado organizado, que promove o encontro entre investidores interessados em negociar valores e mercadorias. A bolsa de valores também é responsável por estabelecer as regras de negociação e por criar um ambiente seguro e transparente para a realização destes negócios.

Cada bolsa de valores possui seus próprios índices, compostos pela performance das cotações de um número pré-estabelecido de ações de empresas. As regras para a seleção das ações que formam determinado índice são definidas pela própria bolsa de valores. A variação destes índices funciona como um termômetro para se avaliar o desempenho médio dos ativos negociados na bolsa de valores. No Brasil, por exemplo, o índice mais conhecido é o IBOVESPA, que representa a média das ações mais negociadas.

Como escolher as ações?

Entre as principais dúvidas de qualquer investidor, temos:

  • Quando comprar uma ação?
  • Quando não comprar uma ação?
  • Quando vender uma ação?
  • Quando não vender uma ação?
  • Que ação comprar ou vender?

Para responder essas perguntas, a grande maioria dos investidores utiliza-se dos métodos de duas Escolas de Análises: Escola de Análise Técnica e Escola de Análise Fundamentalista.

Análise Técnica

Análise Técnica, também conhecida como análise gráfica, trata-se de estudos baseados no deslocamento do preço no tempo. A melhor forma de ver o preço movimentar no tempo é por meio de gráficos. A escola da Análise Técnica acredita que todos os fatores que podem influenciar no preço de um determinado produto são descontados pelo mercado no processo contínuo de negociação que determina esse preço.

A Análise Técnica acredita que, por mais que alguém tenha conhecimento de todos os fatores fundamentais que afetam o preço de uma mercadoria, tais como clima, greves, decisões políticas, fatores de demanda, ainda assim não terá todos os dados necessários a compreensão total.

Alguns pontos importantes norteiam os investidores a utilizarem a Análise Técnica:

  • Todos os fatores externos já estão embutidos no último preço da ação;
  • Os preços se movimentam em tendência;
  • O futuro repete o passado;

Pelo seu caráter mais ‘’imediatista’’, a Análise Técnica é muito utilizada para operações de curto e curtíssimo prazos. Para saber mais a respeito de Operações de Curto Prazo na Bolsa de Valores, baixe nossos E-Books de Análise Técnica e Operações na Bolsa de Valores.

Análise Fundamentalista

A Análise Fundamentalista tem o objetivo de avaliar alternativas de investimento a partir do processamento de informações obtidas junto às empresas, aliadas ao entendimento da conjuntura macroeconômica e do panorama setorial nos quais a companhia se insere, passando pela análise retrospectiva de suas demonstrações financeiras e estabelecendo previsões para o seu desempenho.

Cabe à análise fundamentalista estabelecer o valor justo para uma empresa, respaldando decisões de investimentos. A premissa básica da análise fundamentalista é de que o valor justo para uma empresa se dá pela definição da sua capacidade de gerar lucros no futuro.

O foco desse artigo, é justamente apresentarmos a Análise Fundamentalista como alternativa para o investimento em ações, pensando no longo prazo. O Intuito é mostrar, que tendo a visão de sócio de excelentes empresas, é possível ganhar muito dinheiro ao longo do tempo.

O que devemos analisar

Alguns pontos importantes norteiam os investidores a utilizarem a Análise Fundamentalista:

  • Foco no longo prazo;
  • Comprar participações em empresas, visando ser sócio delas;
  • Análise dos números das empresas (balanços, DRE, etc), análise do mercado de atuação, concorrência, etc.
  • Não se importar com as oscilações de preços de curto prazo – baixa nos preços pode ser oportunidade de novas compras.

O próprio Buffett procura ser sócio de empresas que ofereçam:

  • Capacidade de gerar fluxo de caixa livre mesmo em condições adversas de mercado;
  • Crescimento consistente do lucro por ação ao longo do tempo, traduzido também em crescimento dos dividendos;
  • Baixo nível de endividamento ou – ainda melhor – posição excedente de caixa;
  • Vantagens competitivas ou barreiras à entrada que reforcem a perpetuidade do negócio;
  • Blindagem em relação a ingerências governamentais, mas também sem cair em vícios privados (ex. executivos incompetentes).

Resumidamente, o investidor que se utiliza da Análise Fundamentalista, acredita que ações de boas empresas vão se valorizar no longo prazo e que as oscilações de curto prazo nem sempre indicam piora do negócio da empresa, sendo assim, movimentos passageiros.

De outra forma, a premissa também vale para empresa ruins, cujos negócios não são mais lucrativos. Nesses casos, os Fundamentalistas acreditam que os preços das ações tendem a desvalorizar ao longo do tempo.

Valorização das ações no longo prazo

Para comprovar o que vimos até agora, seguem (finalmente) as valorizações (ou desvalorizações) de algumas ações na Bolsa de Valores de São Paulo, considerando o período de Janeiro/2000 até Janeiro/2017. Seguem ainda, as simulações de aplicações de R$10.000 em cada uma delas:

Valor aplicado  R$ 10.000,00
Ativo Rentabilidade Valor atual*
Lojas Americanas 6632,0%  R$ 673.200,00
Weg 6270,8%  R$ 637.083,33
AmBev 3967,5%  R$ 406.750,00
Ultrapar 2706,8%  R$ 280.675,11
Marcopolo 2390,9%  R$ 249.090,91
Bradesco 1969,0%  R$ 206.904,76
Itaú 1526,2%  R$ 162.623,76
Vale 1144,1%  R$ 124.413,41
Petrobras 396,6%  R$ 49.659,86
Ibovespa 252,2%  R$ 35.224,59
Inflação (IPCA) 200,5%  R$ 20.046,00
Light -33,1%  R$ 6.692,76

*sem considerar os dividendos recebidos. Fonte: ProtitChart

Considerando a tabela acima, podemos separar os ativos em três grupos:

Rendimento negativo

Nesse grupo colocamos a Light, empresa do setor de energia do Rio de Janeiro. Em função de ter enfrentado muitos problemas, os preços das ações acabaram caindo ao longo desses 17 anos. Para se ter uma ideia do problema, a dívida da empresa é maior do que o seu patrimônio.

Rendimentos medianos

Como caso de rendimento mediano, temos as ações da Petrobras. Nesse caso, a Lava Jato explica o desempenho as ações.

Rendimentos extraordinários

Finalmente, temos os exemplos de empresas que, ao longo desse tempo conseguiram crescer e aumentar sua lucratividade. Obviamente, as ações dessas empresas não subiram ‘’em linha reta’’. Porém, no longo prazo o preço das ações acompanhou o crescimento saudável dessas empresas.

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Importante: Esse material é meramente informativo e não representa oferta, análise ou recomendação de Valores Mobiliários.

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